O Sucessor | Resenha e Crítica da série da Netflix

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No último ano a Telecinco, produtora de televisão espanhola exibiu os episódios de O Sucessor, um thriller criminal criado por Aitor Gabilondo em uma ideia de Manuel Rivas. Gabilondo já havia criado uma outra série sobre narcotraficantes chamado “El Principe” (essa, não disponível na Netflix).

El Príncipe deu a Gabilondo a ideia de como montar uma nova trama, e em premissa, O sucessor herda muito da outra produção. Além de uma trama sobre narcotráfico, os atores José Coronado e Álex González protagonizam em ambas produções. Claro, desta vez os papéis são bem diferentes.

O Sucessor | Resenha e Crítica da série da Netflix
O Sucessor | Resenha e Crítica da série da Netflix

O Sucessor | Resenha e Crítica da série da Netflix

Coronado é Nemo Bandeira, descrito como o homem de pulso firme e inquestionável. Dono de uma grande empresa de conservas e uma das mais importantes construtoras do país, foi seu negócio jurídico que foram usados para aliviar toda a trama do narcotráfico que perdurou por anos na família. Todo mundo depende de obter sua permissão.

O início esmagador de O Sucessor é um bom exemplo de como apresentar todo o ambiente e as circunstâncias de Nemo. Em pouco mais de cinco minutos, conhecemos todo o básico do que ele é dedicado até que ele sofre de Alzheimer, incluindo a árvore genealógica com as típicas maçãs podres.

No entanto, embora a apresentação pareça magnífica,a série peca graças ao discurso denso dado por Nemo em sua festa de aniversário de 60 anos. Discurso que às vezes parecia mais dedicado aos seus acionistas do que a familiares e amigos. Família, a propósito, que receberá a notícia de que serão os sucessores de Nemo no comando do império que ele apoia.

Decisão que não leva nada bem Mario (González), afilhado de Nemo e mão direita de Nemo, que será deslocado no organograma para permanecer um segundo na companhia. Na festa também aparece Lara (Claudia Traisac), que luta para que eles possam desconectar sua mãe, o velho amor de Nemo pela juventude do qual é fruto.


O primeiro episódio da série passa rapidamente. O sucessor tem um começo soberbo: cheio de ritmo, com personagens bem definidos (apesar de alguns um pouco exagerados), boas locações e um roteiro bastante vibrante que não dá a volta quando se trata de capturar a situação.

Neste início, Aitor Gabilondo consegue combinar com um resultado muito bom o thriller de Narcos no mais puro estilo com um drama familiar. E ele faz isso de uma forma eficaz, como diversas outras produções espanholas recentes. (incluindo sim, um romance entre bonito e alguma outra traição).

Com essa premissa, a série tem tudo para conquistar os assinantes da Netflix. A boa notícia, é que a série já tem um segundo ano garantido e que, com certeza chegará na Netflix – Leia sobre a segunda temporada aqui.

Nota do Editor: 4/5

Assista ao trailer da série:

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