Dirty John – O Golpe do Amor | Resenha e Crítica da série de suspense da Netflix

O catálogo da Netflix está repleto de séries de suspense, mas a cada novidade que chega, encontramos uma trama surpreendente, sendo suficiente para conquistar os assinantes. Este é o caso de Dirty John – O Golpe do Amor, baseado em uma história publicada em um popular podcast nos Estados Unidos.

Quando uma história de suspense se encontra com uma história de crime, a audiência é praticamente garantida, principalmente se houver bastante drama e intriga. Nos últimos anos vimos isso ocorrer em diversos títulos, como The Sinner e a série documental Making a Murderer.

Dirty John - O Golpe do Amor | Resenha e Crítica da série de suspense da Netflix
Dirty John – O Golpe do Amor | Resenha e Crítica da série de suspense da Netflix

Dirty John – O Golpe do Amor | Resenha e Crítica da série de suspense da Netflix

O motivo é o fascínio generalizado com o que faz as pessoas se voltarem umas às outras – e como suportá-lo. A adoração por títulos desse gênero não é de hoje, já que séries “Unsolved Mysteries” e “Law & Order: SVU” tem se alimentado dessas estratégias por décadas. Tanto uma quanto a outra, trazem o verdadeiro crime e a ficção inspirada por crimes reais, despertando o interesse dos espectadores.

Com isso, “Dirty John – O Golpe do Amor” é uma escolha óbvia para a produção de uma série. A história de Christopher Goffard é sobre um viciado em drogas que une mulheres ricas até que elas não eram mais úteis para ele. A história foi lançada em outubro do ano passado, tanto como um artigo escrito do Los Angeles Times quanto um podcast.

O podcast foi baixado mais de 30 milhões de vezes. Em ambas as versões, Goffard relatou a história complicada de John Meehan e Debra Newell (alvo final de Meehan) como se ele soubesse que um dia estaria na tela, recheando detalhes sobre os saltos Gucci de Debra e “cabelos de seda de milho”.

Goffard, em seu texto original, conseguiu elaborar todas as descrições de John. Pintando uma imagem de “um vigarista de língua demoníaca com a inteligência fria de um espião, um vazio onde sua alma deveria estar, e um desesperado vício em drogas de que ele iria organizar seus talentos sombrios para se alimentar”.

Nos primeiros três episódios de Dirty John, Alexandra Cunningham transferiu as reportagens de Christopher Goffard quase literalmente. Connie Britton interpreta Debra Newell, uma designer de interiores do sul da Califórnia.

Nos negócios, Debra tem tido um sucesso enorme, permitindo que ela crie suas filhas (Veronica de Juno Temple e Julia Garner’s de “Terra”) de forma superficial. Porém, ela tem sido menos bem-sucedida no amor, com quatro casamentos fracassados.

Desesperada com o tipo de homem que encontra em aplicativos de namoro, Debra se depara com a aparente sinceridade de John Meehan (Eric Bana), um anestesista que a faz rir. Claro, as bandeiras vermelhas com John começam a aparecer antes do final do primeiro encontro e com certeza.

As filhas de Debra imediatamente desconfiam do homem com quem sua mãe se envolveu rapidamente, mas John ouve e parece entender quando ele cometeu erros e Debra aprecia isso. Isto provará ser uma má ideia, porque John é um vigarista perigoso e está prestes a virar a vida de Debra de cabeça para baixo.

Durante os três primeiros episódios, vemos que Alexandra Cunningham e Jeffrey Reiner adaptam a história relatada no podcast.

Daí pra frente, as adaptações feitas por roteiristas tomam conta da história. Se a publicação de Goffard é dividida em seis partes, a série é dividida em oito episódios. Isso dá a entender que, em algum momento a história se desvia do podcast original.

Isso não quer dizer que a série precisava fabricar mais conflitos onde não havia nenhum na realidade. Mas há tantas oportunidades para concretizar tanto a história de John quanto a complicada e trágica história da família Newell. Nisso, a série falha e evita, a fim de continuar atentando a história escrita.

No geral, a série consegue se sobressair e conquistar seu espaço. Atuações confiantes e trama original não faltam, apesar da história batida.

Nota do Editor: 4/5

Assista ao trailer da produção:

Ficha Técnica:

Elenco Principal: Eric Bana e Connie Britton

Direção: Alexandra Cunningham e Jeffrey Reiner 

Sinopse Oficial (IMDB): A vida aparentemente perfeita de Debra é interrompida quando ela se apaixona por um médico bonito que a leva a um romance vertiginoso. Mas seu belo namorado puxa Debra para um jogo sinistro de manipulação psicológica.

Sinopse Netflix: Baseada em fatos reais e inspirada no podcast de sucesso do Los Angeles Times, Dirty John é uma antologia criminal em oito episódios que retrata o passo a passo de um relacionamento online que se transformou em uma perigosa rede de mentiras e traição e abalou o mundo.

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