A Criada | Resenha e Crítica do filme sul-coreano da Netflix

>> Publicidade <<

O cinema sul coreano vem conseguindo um feito histórico recentemente, criar um universo grande suficiente chamando atenção dos cinéfilos do mundo todo. Confesso que o último filme que vi dessa origem, foi Train To Busan, ou no Brasil, Invasão Zumbi – também disponível na Netflix.

Recentemente o serviço disponibilizou o também sul-coreano A Criada. Porém, o título não foi lançado recentemente nos cinemas do país. Originalmente lançado em 2016, e disponibilizado no catálogo em Fevereiro de 2019, o longa distancia dos títulos orientais e traz aos assinantes uma grande trama.

>> Publicidade <<

A Criada | Resenha e Crítica do filme sul-coreano da Netflix
A Criada | Resenha e Crítica do filme sul-coreano da Netflix 

A Criada | Resenha e Crítica do filme sul-coreano da Netflix

A história é baseada no livro Fingersmith, lançado em 2002 na Grã-Bretanha e se passa no Reino durante a era Vitoriana. Já o filme é levado para a Coreia do Sul, nos anos 30 durante a ocupação Japonesa

No longa, vemos que durante a ocupação japonesa, a jovem Sookee é contratada para trabalhar para uma herdeira nipônica, Hideko, que leva uma vida isolada ao lado do tio autoritário.

Só que Sookee guarda um segredo: ela e um vigarista planejam desposar a herdeira, roubar sua fortuna e trancafiá-la em um sanatório. Tudo corre bem com o plano, até que Sookee aos poucos começa a compreender as motivações de Hideko.

>> Publicidade <<

No elenco, estão nomes como Min-Hee Kim, Kim Tae-Ri, Ha Jung-Woo e Cho Jin-Woong. O longa ganhou diversos como Prêmio BAFTA de Cinema como Melhor Filme Estrangeiro. Também foi indicado ao Palma de Ouro como Prêmio de interpretação feminina.

A direção do título é de Park Chan-wook, que também é responsável por outros grandes títulos como Lady Vingança e OldBoy. Este último, também disponível no catálogo da Netflix. Aliás, fazendo um comparativo entre as duas produções, o que o diretor fez em OldBoy, com violência, em A Criada ele faz com sexo.

>> Publicidade <<

Porém, com uma diferente textura e visual, em A Criada, ele consegue transformar a trama em uma grande produção, sem jamais ficar retórico ou tedioso. A trama consegue apresentar confiança, vingança, sexo, aprisionamento e sedução. Ainda trabalha na linha da traição e liberdade.

O filme consegue apresentar o embate entre a noção do individualismo e a farsa social criada pelos homens na época e aborda com uma direção flutuante, musical, lúdica e audaciosa.

Os personagens são muito interessantes e cobertos de camadas. Aquele velho jogo de gato e rato é apresentado com uma nova roupagem na trama. Porém, tudo é muito indefinido, ou seja, todo mundo manipula todo mundo e o filme está sempre um passo a frente do espectador.

Ao contrário do que muitos filmes apresentam, A criada consegue criar um suspense e muitas das vezes, surpreender os espectadores. Quando se pensa estar entendendo toda a trama, e se adaptando as reviravoltas, o longa surpreende mais uma vez e traz uma nova reviravolta.

A narrativa é apresentada em três blocos de 40 minutos cada. Cada um desses blocos é narrado por um personagem, revisitando cada uma das cenas, de um ângulo de vista do personagem em ação.

Mesmo assim, a montagem das cenas é perfeita e consegue levar um ritmo leve e flui perfeitamente. Sendo assim, conseguimos surpreender com o final do longa. A disponibilização do longa é um acerto da Netflix, e mesmo quem não está situado no universo das produções orientais, pode dar uma chance ao longa, pois ficará satisfeito.

Nota do editor: 4,8/5

Assista o trailer do filme:

Leia também:

>> Publicidade <<